Ouro no mundial e vaga em Paris 2024 para as meninas do vôlei sentado.

O time feminino de vôlei sentado fez história nesta sexta-feira, dia 11. A equipe conquistou o ouro na competição, com o título inédito de campeã mundial da modalidade. O evento foi disputado em Sarajevo, na Bósnia.

Elas disputaram a final contra a seleção canadense às 12h30 (Horário de Brasília). A vitória foi no tie-break com as parciais (25×23 / 18×25 / 21×25 / 25×17 / 15×6). O Brasil fez um primeiro set apertado. No terceiro set, o time brasileiro chegou a abrir vantagem, mas as canadenses levaram a melhor. As brasileiras recuperaram bem no quarto set. Além de levarem ouro como campeãs mundiais, as meninas garantiram a vaga nos Jogos Paralímpicos Paris 2024.

“Nós somos muito unidas, acho que isso deu força pra gente. O time estava muito confiante. Pegamos o cruzamento de chaves bem difícil, enfrentamos os EUA na semifinal, com uma vitória histórica. Nossa equipe estava mais preparada mais atletas experientes, com técnico novo e um banco que consegue trocar muito bem. É um sonho essa medalha de ouro e a vaga para o Brasil em Paris 2024”, comemora a atleta Luiza Fiorese.

A seleção Brasileira feminina já detém duas medalhas paralímpicas (bronze) conquistadas no Rio2016 e Tóquio 2020. Neste Mundial, elas fizeram uma campanha impecável, com seis vitórias em seis partidas. 

* Brasil x Canadá

Brasileiras e canadenses se enfrentaram duas vezes nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Em ambos os confrontos, o Brasil derrotou a seleção rival por 3 sets a 1. O primeiro duelo foi pela primeira fase, já o segundo foi a disputa pela terceira colocação. 

Já no Torneio Holandês de vôlei sentado, realizado na cidade de Assen, na Holanda, em julho deste ano, as canadenses levaram a melhor e derrotaram o Brasil por 3 sets a 0.  

Luiza Fiorese participa de primeiro mundial da carreira e espera trazer ainda mais representatividade para mulheres e pessoas com deficiência.

As Seleções Brasileiras masculina e feminina de vôlei sentado disputam a partir desta sexta-feira, dia 4, o Campeonato Mundial da modalidade, em Sarajevo, capital da Bósnia. O evento acontece até 11 de novembro. Com pouco mais de 3 anos de carreira na modalidade, Luiza está animada por viajar representando o país e por ser o primeiro mundial carreira.

O foco principal é a medalha, mas ela reforça que seu objetivo é ainda mais transformador: “Estou feliz em viajar pela seleção, vamos lutar para conquistar uma medalha. Mas eu quero representar o país e as pessoas com deficiência. Trabalho para ser uma inspiração. O Brasil precisa de ídolos mais plurais, com deficiência, mais mulheres, mais pessoas diferentes”, explica.

“Acredito na força da inspiração e da dedicação. O que era para ser pesadelo na minha vida acabou virando sonho”, completa a capixaba.

Curta carreira

A carreira no vôlei sentado é um pouco recente. Luiza começou a praticar no primeiro semestre de 2019 e tudo passou rápido. No fim do mesmo ano foi convocada para representar a seleção brasileira. Em 2021 conquistou medalha de bronze nos Jogos de Tóquio.

Mais sobre o Mundial de vôlei sentado

Atualmente ambas as equipes de vôlei sentado são comandadas pelo técnico Fernando Guimarães. Ao todo, 25 atletas representarão o Brasil no torneio. O time feminino estreia no sábado, às 4h (horário de Brasília), e joga contra a Alemanha. Na sequência, jogam com Itália e Finlândia. A competição feminina tem 13 seleções, separadas em três grupos. A seleção campeã garante vaga antecipada para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

Vinícius Rodrigues participa da Running Clinic Ottobock no Chile

Nos dias 11, 12 e 13 de outubro o brasileiro Vinícius Rodrigues participa como convidado do Running Clinic Ottobock – edição Chile. O Atleta estará no evento para compartilhar conhecimento e motivação com os participantes de seis países da América Latina, O evento mundial destinado ao esporte para pessoas amputadas dos membros inferiores tem uma pegada educativa e de troca. Participam usuárias de próteses e que nunca tiveram experiência com corrida ou querem voltar a correr.

Os participantes, de seis países da América Latina, vão estar reunidos em Santiago, capital chilena, para focar no aprendizado do esporte, juntamente com equipe de peso da Ottobock América Latina. Além de inspirar crianças, Vinícius reencontra seu ídolo e grande inspirador do esporte, o alemão Heinrich Popow, que competiu na modalidade nas Paralimpíadas de 2004, 2008 e 2012.

“O Popow foi o primeiro atleta amputado que me inspirou e me ajudou a conseguir uma prótese de corrida. Tenho muita admiração pela pessoa e pelo atleta. é uma honra reencontra-lo neste evento tão incrível”.

Vinícius ainda terá uma missão nobre, ajudar o multimedalhista de natação Daniel Dias na pista de corrida.
Isso mesmo, Daniel Dias, ainda iniciante na prática, fará suas primeiras tentativas numa pista de atletismo.

Estar nas pistas será uma novidade para o nadador, que não esconde a expectativa de testar suas habilidades em um novo esporte. “Nunca havia participado de uma competição do atletismo paralímpico. Ainda não sei como correr com a prótese, mas estou muito empolgado e feliz com a oportunidade”, comenta.

“Ainda que eu não esteja treinando no mesmo ritmo que eu treinava na época em que competia na natação, sempre busco me manter ativo na prática esportiva, pelo menos três vezes na semana. Espero me adaptar com a prótese para a corrida para que eu possa ter um cronograma de treinamento”, afirma Daniel.

O objetivo Running Clinic Ottobock é reunir pessoas que desejam aprender a correr e desfrutar da atividade pela primeira vez. Os participantes do evento vão utilizar durante os três dias uma prótese desportiva produzida pela empresa alemã. No último dia, que será aberto ao público, vão correr 200 metros para mostrar o que aprenderam durante as atividades esportivas.

“A ideia é mesmo um amistoso e troca de conhecimento, diversão, além de ser um evento que inspira. Estou feliz com a oportunidade de fazer todo mundo correr e sentir a mesma sensação que eu tive quando comecei. Sem dúvida, é uma liberdade”. Empolga-se Vinícius.

Raíssa Machado vai usar CNH contra o preconceito

Atleta brasileira se prepara para guiar carros e deixar de ser maltratada ao pedir carro por aplicativo para ir aos treinos

Recordista mundial de lançamento de dardo na classe F56 – para atletas com comprometimento nos membros inferiores e que lançam sentado -, Raissa Rocha Machado está prestes a alcançar uma nova conquista: a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medalhista de prata nos Jogos Paralímpicos de Tóquio está finalizando as aulas de direção e, tal qual os pódios que alcançou nos últimos anos, já se imagina guiando feliz pelas ruas de São Paulo.

A CNH é um sonho de boa parte dos brasileiros que chegam à fase adulta, mas no caso de Raissa também representa um basta a humilhações que sofreu nos últimos anos. Ela mora na Vila Mariana, a poucos quilômetros do Centro de Treinamento Paralímpico, que fica na Rodovia dos Imigrantes. Em geral, a atleta faz esse deslocamento pedindo carro por aplicativo, o que nem sempre para ela é uma experiência agradável.

“Não são todos, mas alguns motoristas tratam a gente como lixo”, conta. “Sempre enfrentei preconceito, seja em São Paulo ou Uberaba (onde mora a família). Mas a gota d’água foi quando um motorista foi me buscar e disse para o segurança do CT: ‘vou ter que levar uma cadeirante por três reais?’.”

Raíssa lembra que a atitude do motorista a deixou muito mal, mas de certa forma serviu como um novo impulso. “Aquele momento foi muito doloroso. Expus no meu Instagram e recebi várias mensagens de outras pessoas com deficiência que haviam passado pelo mesmo. Isso é muito difícil, muito complicado”, diz. “Eu posso correr atrás, o meu problema eu consigo resolver. Mas, e as outras pessoas, como faz?.”

A primeira tentativa de tirar a CNH veio em 2019, um ano após se mudar sozinha para São Paulo, mas ela própria admite que aquele não era o momento ideal. “Tentei tirar a carta, mas eu desisti. Tenho TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade). Depois disso, minha psicóloga começou a me ajudar e isso fez total diferença. Ela me mostrou que basta eu focar e querer”, conta Raíssa, que retomou as aulas de autoescola nos últimos meses.

A paratleta Raíssa Rocha, de 25 anos, faz aula de autoescola para conseguir sua CNH Foto: Werther Santana / Estadão

“Estou gostando muito. Só de imaginar que vou poder viajar, ver minha família, meu amigos… Todos profissionais que me auxiliam são incríveis, os instrutores estão sempre me motivando e falando que sou uma boa condutora”, comemora a medalhista paralímpica.

As aulas são dadas pela autoescola Javarotti, na Vila Mariana, enquanto que uma empresa especializada no mercado PCD, a Évora Isenções, ajuda Raíssa com a assessoria para ela conseguir acesso às isenções de impostos a que tem direito para a aquisição de seu próprio carro. “Eles estão me ajudando a escolher um modelo ideal para mim, mas por enquanto eu estou focada em tirar em carta!”, comenta.

Entre uma aula e outra, Raíssa Rocha também segue treinando para o Gran Prix de atletismo. Organizado pelo Comitê Paralímpico Internacional, a competição acontece entre os dias 15 e 17 deste mês em Marrakech, no Marrocos. Lá, a recordista mundial de lançamento de dardo na classe F56, com 24,8 metros, vai tentar uma nova medalha e, quem sabe, uma nova marca.

Por Marcio Dolzan

Fenômeno da natação paralímpica, Gabriel Bandeira, disputa o Troféu José Finkel em Pernambuco

De olho na preparação para os Jogos de Paris 2024, paratleta disputa 10 provas na maior competição do país para nadadores olímpicos.

Um dos principais nomes da nova geração de paratletas, o jovem Gabriel Bandeira, disputa na próxima semana o Campeonato Brasileiro Absoluto de Natação, em Recife. O mais curioso, é que o ele competirá ao lado de nadadores olímpicos. Gabriel disputará 10 provas no maior evento do calendário brasileiro de natação convencional. O Troféu José Finkel acontece entre os dias 13 e 17 de setembro, no Parque Aquático do Centro Esportivo Santos Dumont. No esporte adaptado, Gabriel compete pela classe S14 (para atletas com deficiência intelectual).

Para o nadador do Praia Clube, o Troféu Brasil de Natação funcionará como um teste pessoal e uma forma de melhorar seus tempos. “Nadar com atletas convencionais é muito bom pois eles acabam me puxando, me estimulam a fazer um tempo melhor. Diferente de muitos atletas que são focados em um estilo e perfis de velocidade, eu estou me preparando para nadar um programa extenso nos Jogos de Paris 2024. Sei que ainda está distante, mas a preparação de um

atleta para competir tantas provas é longa e árdua. Essa base é muito importante. Estou animado e espero nadar bem”, empolga-se Gabriel.

Essa não é a primeira vez que Gabriel disputa um evento com atletas sem deficiência. Desde os 11 anos, ele competia no convencional, participando de grandes competições. Ele migrou para o paradesporto no início de 2020. Apesar de ter uma trajetória curta, Gabriel Bandeira é considerado um dos principais atletas paralímpicos da natação no país.

Raíssa Machado chega como favorita para disputar o Grand Prix de Marrakesh, no Marrocos

Nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, a atleta conquistou medalha de prata na prova do lançamento do dardo e é a atual recordista em sua classe.

A paratleta Raíssa Machado, nascida em Ibipeba, embarca neste final de semana para a disputa do Grand Prix de Marrakesh, no Marrocos, que acontece de 15 a 17 de setembro. A baiana é recordista mundial da prova do lançamento do dardo, classe F56, e chega como favorita na competição internacional.

Raíssa estabeleceu o novo recorde mundial em sua classe, em março deste ano, em uma competição no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A baiana alcançou a marca de 24m80.

“A responsabilidade aumenta e a minha cobrança em evoluir também, mas acredito que estou no caminho com um passo de cada vez. É a primeira vez que vou para uma competição internacional como recordista então não sei o que dizer, vou atrás da minha evolução como atleta e tudo pode acontecer em uma competição. Estou bem focada e animada”, finaliza a atleta.

O antigo recorde mundial era 24m50 e pertencia à iraniana Hashemiyeh Moavi. A marca foi feita justamente nos Jogos Paralímpicos de Tóquio e rendeu a medalha de ouro à atleta do Irã. Na mesma prova Raissa lançou 24m39 e ficou com a medalha de prata.

Sobre o encontro com as adversárias de Raíssa, o técnico João Paulo Cunha adianta que será uma surpresa. “Ainda não temos noção de quem estará lá. Os GP’s internacionais são sempre surpresas, não temos informação antecipada. Saberemos lá, mas Raíssa segue focada em seus treinos e isso é o mais importante”, comentou o técnico.

A convocação foi anunciada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a atleta embarca dia 10 de setembro. O Grand Prix de atletismo de Marrakesh acontecerá entre os dias 15 a 17 de setembro e o Brasil será representado por 24 atletas.

Multimedalhista paralímpico, Gabriel Bandeira é nomeado embaixador de Federação internacional para atletas com deficiências intelectuais

Revelação das piscinas, representará a Virtus em todo o continente americano. Organização é responsável por promover o esporte de elite e organizar competições.

Um dos maiores nomes da nova geração do paradesporto, Gabriel Bandeira, foi escolhido como embaixador da Virtus, Federação Internacional de Esportes para Atletas com Deficiência Intelectual. A organização global promove e desenvolve o desporto de alto rendimento, busca reconhecimento no cenário esportivo, além de ser responsável por organizar competições em todo o planeta.  Gabriel é o primeiro a ser escolhido como representante de todo o continente americano. O nadador foi convidado por conta do desempenho impressionante nos Jogos Tóquio 2020 e sua história única de vida.

Gabriel praticou natação convencional por quase 10 anos. Em 2019 passou por uma classificação funcional, foi avaliado como classe S14 (para atletas com deficiência intelectual), e migrou para o esporte adaptado. Mesmo com uma curta carreira como paratleta, Gabriel coleciona feitos e números impressionantes. Ao longo dessa rápida e surpreendente jornada no esporte adaptado, ele precisou se aceitar e mudou completamente de vida.

Em seu novo papel, ele espera levantar a bandeira das pessoas com algum tipo de limitação e está muito orgulhoso pela possibilidade de ser referência no assunto, além de trazer mais representatividade para o tema. 

“Estou muito honrado e grato com essa possibilidade. Gostaria que pudéssemos falar mais sobre a deficiência intelectual. Sinto que as pessoas ainda confundem o diagnóstico real e julgam mal nossa capacidade. Como embaixador, quero promover esse tipo de comunicação”, explica o atleta.

Estima-se que 2-3% da população mundial tem deficiência intelectual. Isso é entre 178-256 milhões de pessoas em todo o mundo. A Virtus quer alcançar mais e mais pessoas e espera ampliar a mensagem tendo Gabriel como Embaixador.

Raíssa Machado bate recorde mundial no lançamento do dardo e reforça força do feminino no esporte adaptado

O rosto da nova geração do paratletismo, Raíssa Machado, de 25 anos, conquistou a melhor marca do planeta no lançamento do dardo, com a distância de 24,80m, neste fim de semana, na primeira competição nacional da temporada de 2022. O evento aconteceu no CT Paralímpico. A atleta compete na classe F56 (para atletas com comprometimento nos membros inferiores e que lançam sentado).

“É a minha primeira competição do ano, estou muito feliz, e não esperava bater o recorde mundial. Estou na fase dos testes de força e esperava um bom resultado, mas não o recorde. Me surpreendi, mas fui consistente e veio a marca. Estou muito emocionada, espero que as outras competições me surpreendam como esta”, empolga-se Raíssa.

Em agosto de 2021, Raissa conquistou a medalha de prata em Tóquio e bateu o recorde das Américas e distância de 24,39m. Esta marca era a melhor da carreira da atleta. Com a conquista deste domingo, a brasileira derrubou a marca da iraniana Hashemiyeh Motaghian Moavi, antiga detentora do recorde mundial com 24,50m.

O evento marcou o início da temporada e representou um novo momento, um marco 

de esperança após a pandemia.  A 1ª Fase nacional do Circuito Loterias Caixa aconteceu no CT Paralímpico, em São Paulo, e contou com 230 atletas. A atleta também treina no local, referência no Brasil e no mundo em esporte adaptado.

Nascida em Ibipeba/BA, com uma má formação congênita nos membros inferiores. Ainda na infância, sofreu bullying na escola, e passou por um difícil período de rejeição da própria aparência e deficiência. Teve depressão, conseguiu superar e hoje é muito orgulhosa de sua trajetória. Raíssa é uma das principais atletas do mundo no arremesso de dardo.Ela conquistou o bronze no Mundial de Dubai 2019 e o ouro no Parapan de Lima. Nos Jogos de Tóquio, levou a prata e quebrou o recorde das Américas com a marca de 24,39m. A garota que tinha dificuldades em se olhar no espelho, de aceitar a própria aparência, evoluiu, e hoje inspira muitas pessoas. 

Sete fatos sobre o nadador Gabriel Bandeira que prometem um Mundial incrível para o Brasil

O atleta de 22 anos conquistou quatro medalhas nos Jogos de Tóquio nas provas de natação, pela classe S14 (para atletas com deficiência intelectual). Essa semana, Gabriel está na Ilha da Madeira, em Portugal, onde disputa a partir de domingo, 12, o Campeonato Mundial da modalidade. 

Gabriel praticou natação convencional por quase 10 anos. Com pouco mais de dois anos de trajetória no esporte paralímpico, ele coleciona feitos que impressionam. Preparamos uma lista para você saber mais sobre esse novo talento nas piscinas.

1 – É recordista mundial na prova dos 100m borboleta. Conquistou a marca em maio deste ano no Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de natação, com o tempo de 54s18;

2 – É Recordista Paralímpico também na prova dos 100m borboleta, conquistado nos Jogos de Tóquio;

3 – Possui 5 recordes das Américas (100m livre, 100m costas, 100m borboleta, 200m livre, 200mm medley);

4 – Está invicto na piscina de Funchal (em Portugal) onde disputará a competição. Em maio de 2021 disputou o Aberto Europeu na mesma piscina onde acontecerá o Mundial.  Venceu todas as provas;

5 – Gabriel participou de quatro competições paralímpicas no ano de 2022. Entre disputas nacionais e internacionais, ele disputou 23 provas e conquistou 22 pódios. Ou seja, só não subiu ao pódio uma vez. Todas as participações foram focadas na preparação para o Mundial de Portugal;

6 – Em 2022 ele conquistou:
16 ouros
4 pratas
2 bronzes

7 – No Mundial, que começa neste domingo, ele disputa 7 medalhas:  200m livre, 100m costas, 100m peito, 200m medley e 100m borboleta, além dos revezamentos 4×100 livre e 4×100 medley.

“A aclimatação está muito boa. Consegui me adaptar ao fuso horário rápido. Tenho descansado bem, fiz treinos muito bons. Meus tempos estão saindo fácil. A piscina é ótima, parece que é rápida. Acho que a competição vai ser muito boa. Vou disputar sete provas. Estou bem animado paro os 200m livre, no domingo, dia da minha estreia. É cansativa por ser longa. Mas meu estilo de crawl está muito bom, consegui encaixar bem. Espero um bom resultado” explica Gabriel. 

O campeonato Mundial acontece entre os dias 12 e 18 de junho, na Ilha da Madeira, e será transmitido pelo youtube do Comitê Paralímpico Internacional. 

A equipe brasileira terá 29 nadadores em busca de medalhas. Na última edição da competição, realizada em Londres, em 2019, o Brasil terminou em 11º lugar no quadro de medalhas, com cinco ouros, seis pratas e seis bronzes, e um total de 17 pódios. A Itália ficou com a primeira colocação no geral com 20 ouros, Grã-Bretanha terminou em segundo (19 ouros), e a Rússia (18 ouros) em terceiro.Este será o maior evento paradesportivo já realizado em Portugal. O Mundial estava inicialmente marcado para setembro de 2021, mas devido ao adiamento dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, a competição foi reagendada para este ano.

Com Mundial de atletismo cancelado, medalhistas paralímpicos se reinventam visando Paris 2024

Nos dias 12 e 13 de março, os principais medalhistas do atletismo do país se encontram na 1ª Fase Nacional do Circuito Loterias Caixa, em São Paulo. O evento marca o início da temporada e representa um novo momento, um marco de esperança após a pandemia. Mas ao mesmo tempo, alguns competidores vivem um dos anos mais desafiadores de suas vidas sem a realização do Mundial de atletismo paralímpico. A competição aconteceria em agosto, no Japão.

“Confesso que estou vivendo um misto de emoções, é uma alegria voltar para a 1ª Fase Nacional do Circuito depois de dois anos.  Mas é um pouco triste pois não teremos Mundial. Sou um cara que nasci para competição então se não tem a maior competição do ano, eu fico triste. Mas a expectativa agora é focar e pegar ritmo nos eventos nacionais. Tenho que fazer marca para liderar o ranking, quero muito me manter no topo. Algo que já estou há cinco anos e quero continuar”, enfatiza Vinícius. “Poder correr em casa é sempre bom, é onde conquistei os meus recordes”, completa o ganhador da medalha de prata nos Jogos de Tóquio (100m rasos – F63).

Já a atleta do lançamento do dardo (F56), Raíssa Machado, estava vivendo um dos melhores momentos de sua vida, em agosto de 2021, quando conquistou a medalha de prata nos Jogos Paralímpicos. Logo depois, ela descobriu que a temporada 2022 seria cheia de desafios. Com o cancelamento do Mundial, a atleta se viu obrigada a buscar motivação e precisou redesenhar os seus planos.

“A minha cabeça fica com um ponto de interrogação. A gente se pergunta como vai ser o ano. Com esse cancelamento, precisei trabalhar o psicológico para focar nos meus objetivos. Pois você precisa estar motivado, não dá para parar. Uma atleta vive de competição. Todo nosso foco, calendário e preparação é baseado nisso. Tive um começo de ano difícil e já estou me sentindo forte, pois enxerguei minhas dificuldades e estou trabalhando nisso”, explica Raíssa. 

Vinícius Rodrigues e Raíssa Machado não medirão esforços para se manterem no topo. Os atletas que também treinam no Centro de Treinamento Paralímpico, referência no Brasil e no mundo, estão se reinventando todos os dias. O encaminhamento dado pelos técnicos têm sido fundamental para o trabalho dos atletas.

“Tenho a ajuda do meu técnico, principalmente no processo de motivação. Sempre conversamos, ele me indicou alguns filmes que me ajudaram muito. Ele reforça as minhas capacidades, me lembra que Paris está logo ali. Vamos usar este período para ajustes, lapidar, realizar testes e no final, eu tenho que competir comigo mesma”, explica Raíssa.

Vinícius explica que ele e seu técnico trabalham com o mesmo pensamento. “Sempre que eu entro na pista eu quero ganhar de mim. Tenho que me reinventar. Tentar bater o Vinicius da última corrida é sempre difícil, pois o Vinícius é muito rápido. Então esse é o pensamento. Sem dúvida, as competições nacionais me ajudarão a alcançar este objetivo.  Após o cancelamento do Mundial deste ano no Japão, tínhamos planos de participar de outra competição, o Mundial da Iwas (Federação Internacional do Esporte para Amputados e Cadeirantes). Mas como o evento está marcado para acontecer na Rússia, não saberemos como vai ficar. Mas não vamos perder o foco. Vamos seguir treinando e estarei pronto fisicamente”, afirma o recordista mundial Vinícius Rodrigues.

A 1ª Fase nacional do Circuito Loterias Caixa acontece no CT Paralímpico, em São Paulo, e contará com 230 atletas.

Mais sobre os atletas paralímpicos:

Raíssa Machado

Nascida em Ibipeba/BA, com uma má formação congênita nos membros inferiores. Ainda na infância, sofreu bullying na escola, e passou por um difícil período de rejeição da própria aparência e deficiência. Teve depressão, conseguiu superar e hoje é muito orgulhosa. É uma das principais atletas do mundo no arremesso de dardo.

Conquistou o bronze no Mundial de Dubai 2019 e o ouro no Parapan de Lima. Nos Jogos de Tóquio, levou a prata e quebrou o recorde das Américas com a marca de 24,39m. A garota que tinha dificuldades em se olhar no espelho, de aceitar a própria aparência, evoluiu, e hoje inspira muitas pessoas. 

Vinícius Rodrigues 

O velocista e ex-militar sofreu um acidente de moto em 2014, com apenas 19 anos de idade, quando perdeu parte da perna. Atualmente é o recordista mundial nos 100m, com a marca de 11s95. Sua estreia em Mundiais lhe rendeu a medalha de bronze em Dubai em 2019. E nos Jogos Paralímpicos de Tóquio conquistou a medalha de prata, ficando apenas a um centésimo do ouro.